This was a thriller

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O jornal britânico The Guardian postou, em seu site, várias primeiras capas com a morte de Michael Jackson. De Londres a Bogotá.

A primeira selecionada foi a do carioca Extra, que escolhemos para ilustrar este post. Sob um fundo preto, vem a clássica luva branca embaixo; o nome e data de morte do cantor mais acima. E só.

Clique aqui para conferir como os jornais do mundo decidiram noticiar a morte do músico das 750 milhões de cópias vendidas.

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As deusas gregas e as "pernas moles" da SPFW

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Quem não entende nada do mundo da moda pode sair de um desfile da São Paulo Fashion Week com aquela clássica: “Modelo é tudo igual!”. Pois talvez o desfile da Cia. Marítima – que encerrou a maratona desta quinta, 18 – possa ajudar a esclarecer algumas regras do jogo.

Feita para a mulher que curte tomar uma brisa em seu iate enquanto zanza pelas ilhas gregas (crise, obviamente, é um conceito tão ultrapassado quanto penteados dos anos 80), a coleção de moda praia evidencia, pela pouca roupa, o padrão de todas as passarelas: as modelos, altas como arranha-céus, têm pernas tão finas que fazem de qualquer magricela no “mundo normal” uma irmã perdida de Beyoncé.

Confuso? Como saber quem é quem? Façamos o seguinte: Gisele Bündchen, que no dia anterior roubou a cena (ao lado de Jesus Luz) no desfile da Colcci, é como se fosse o Beatles. A partir daí, não adianta discutir. Beatles é Beatles, Gisele é Gisele.

Nesses termos, Izabel Goulart, Isabeli Fontana, Raica Oliveira e Ana Claudia Michels, estrelas do cast da Cia. Marítima. O trio causa furor em fotógrafos e repórteres, mas nunca no nível “Gisele”. O assédio da imprensa funciona como uma espécie de “giselômetro”. Se conseguir falar com a top, capa da primeira edição da Rolling Stone Brasil, é tão fácil como ver o Guns N’ Roses entregar Chinese Democracy no prazo combinado, Isabeli, Raica e Ana eram bem mais acessíveis – mas foram, de longe, as mais cortejadas por fotógrafos e cinegrafistas no backstage da grife.

Aos poucos, as modelos começaram a sair do camarim onde trocavam de roupa, já só de biquíni ou maiô. E como aquele frio de lascar não ajudava, houve quem invocasse uma clássica de Tim Maia para reparar, bom, que talvez o tecido das peças fosse fininho demais para a temperatura. “Acenda o Farol…”

Já próxima à passarela, é fácil perceber que desfiles de moda praia atraem, além do público de praxe, um tipo em particular de convidado. É o sujeito que pode estar acompanhando namorada ou amiga – e está interessado mais no recheio do que na roupa apresentada. Por isso, teve sala cheia para ver as “garotas de Ipanema versão Daslu”, com salto alto e joia gigantesca no pescoço para ir à praia. Coisas da moda.

E como nada mais refrescante do que a visão da juventude, deixamos a crítica do desfile a cargo de Mavi, Luiza, Marina e Raffaella – o quarteto de amigas que deu um jeitinho para acompanhar tudo desde o backstage. Todas na sexta série do ensino fundamental e com dois, três anos a menos do que muitas modelos do casting, elas eram uma espécie de Sex and the City mirim.

“As modelos estavam lindas, porém, algumas estavam com a perna mole; não sabemos se eram muito magras ou algo do tipo. A música e todo o entretenimento estavam modernos, o que combinava com o tema da Grécia.” Carrie Bradshaw teria ficado orgulhosa.

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Novo do Arctic Monkeys é "mais Josh Homme"

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Humbug, o novo álbum do Arctic Monkeys, tem sete músicas produzidas por Josh Homme, do Queens of the Stone Age. As gravações foram feitas em duas fases: primeiro a banda registrou 12 canções com Homme, no estúdio dele em Joshua Tree (no deserto californiano), e aí seguiu para Nova York, onde gravou mais uma dúzia com James Ford (produtor do disco anterior do grupo, Favourite Worst Nightmare).

Das 24 músicas, 10 foram parar no disco – sendo sete das sessões com Homme. A idéia inicial era fazer um CD pesado, mas o conceito foi abandonado no meio do caminho. “Seria fácil demais”, explica o baterista Matt Helders à Rolling Stone Brasil, por telefone.

O resultado final foi muito diferente da sonoridade que se espera do Arctic Monkeys. Em algumas músicas o vocal de Alex Turner está irreconhecível (principalmente na abertura do álbum, “My Propeller”) e boa parte das faixas tem o clima viajantes do Queens of the Stone (mas não o peso da banda, como era de se esperar).

Humbug deve ser lançado em agosto, com o single de “Crying Lightning” saindo antes. A banda sai em turnê ainda neste mês, mas só passa pela Inglaterra quando o CD estiver nas lojas. “Não temos nada programado para a América do Sul, mas teremos um espaço na agenda do ano que vem”, oferece Helders. Agora só depende dos promotores de shows brasileiros.

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Novo do Arctic Monkeys é "mais Josh Homme"

Do funk ao fofo

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Se atrás de todo grande homem existe uma grande mulher, o jovem francês Séverin achou melhor garantir. Chamou, de uma só tacada, 13 colaboradoras para seu álbum de estreia, Cheesecake. Entre elas está Marina Vello, que em 2007 deu marcha à ré em sua liderança no frenético Bonde do Rolê.

O desfalque da moça, na época, gerou um concurso promovido pela MTV Brasil, que escolheu Laura Taylor e Ana Bernardino como novas companheiras dos DJs e produtores Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot na banda curitibana.

Mas Marina já pegou o próximo bonde: como Paulo Terron, um dos editores da Rolling Stone Brasil, adiantou em seu blog, ela terá uma música em português no projeto poliglota do francês. E, para quem escuta a ex-líder do ex-trio em “Primeira Canção de Amor”, a impressão é que ela virou a casaca funkeira e adotou um estilinho… fofo. Isso. Tão fofo quanto um She & Him da vida – aquele duo indie, com a atriz Zooey Deschanel e o multi-instrumentista M. Ward, que parece ter nascido para a trilha sonora de Juno 2.

Mas não se engane. Desta vez, os versos cantarolados por Vello falam do meninão que a “acorda com torrada e geleia”. Em maio, a roupagem veio mais punk: apareceu na rede vídeo de uma “Marina Gasolina” (a própria) reloaded no rock ‘n’ roll, em dueto com o DJ e produtor britânico Hervé (veja o vídeo aqui). Ah, sim: ela atualmente grava, em Londres, músicas para seu primeiro disco solo.

O projeto de Séverin – “um jovem compositor que nasceu na era dos sintetizadores: os anos 1980″ – sai no dia 28 de setembro, com uma cantora para cada faixa (à la 3 na Massa), em várias línguas. Dá para ter um preview no MySpace do rapaz.

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Do funk ao fofo

Como vovó já dizia

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Extra! Extra! Rita Lee mudou de gravadora… há 34 anos. Na mesma época, aliás, em que Gal Costa zarpava do Brasil para temporada de shows no Japão. Na página seguinte, uma matéria informa que, com a substituição do baixista Dadi Carvalho pelo “lourinho Didi”, “os Novos Baianos mudaram, mas o som continua ótimo”. Rolling Stones tem disco pronto. Vá para a página 8 e encontre o produtor musical André Midani, com uma frase feita para sacudir bons graus na Escala Richter: “Nosso rock ainda é só imitação”. E logo ao lado da (hoje) vovó do rock Rita Lee…

Eduardo Menezes se considera um “roqueiro dinossáurico”. Acontece que, na época dos lagartões do iê-iê-iê, a internet era uma realidade tão distante como uma supermodelo topando um jantar com Bill Gates pré-boom da IBM. Assim, para não se perder na listinha de novidades de seu ídolo, era bom dar um jeito de organizar a papelada – revistas, jornais etc. Adeus, Google. Tchau, MySpace. Daqui a algumas décadas a gente se esbarra.

Mas a vida deu voltas e os “dinossáuricos” estão de novo entre nós. Menezes tirou do baú boa parte das revistas POP – veículo dedicado ao mundo da música – e vem colocando tudo no blog Velhidade. O acervo vale ouro.

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Como vovó já dizia

O homem que virou suco

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O Brasil é o maior exportador de laranjas? Pois João Brasil honra o nome e dá uma mãozinha no assunto. O músico e manda-bala dos mash-ups, que em breve zarpa para uma temporada na Inglaterra, assinou a trilha de uma campanha de sucos. Daí que o vídeo, dirigido por Breno Pineschi e Rafael Cazes, foi parar no blog de Kanye West – é lá que o rapper (ou uma equipe, vá saber) garimpa as novidades mais hypadas na rede. Como esta aqui. Ou esta outra.

O blog da Rolling Stone Brasil quis saber como proceder para cair no radar de Mr. West. E aí, João, ensina pra gente? “Não faço ideia!”, admitiu o rapaz, que recentemente lançou o Baile Parangolé e neste domingo, 31, põe todo mundo para ficar com a macaca na última edição desta temporada da festa Dancing Cheetah, no Lounge 69, no Rio de Janeiro.

O nosso plano azedou. Mas a carreira do cara continua indo de vento em polpa. Esprema esta laranja você também:

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O homem que virou suco

Vai um sanguinho aí?

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Se todo festival tem seu tapete vermelho, o de Cannes foi colorido com vermelho-sangue.

Não que, de tão assanhadinhos para pôr as mãos na Palma de Ouro, os concorrentes tenham se engalfinhado em disputa digna de um especial do Celebrity Deathmatch, aquele programa de animação da MTV EUA que parodiava um Tom & Jerry (Comichão e Coçadinha?) entre famosos, no tatame.

E haja groselha e ketchup. A maioria das produções que tiraram uma casquinha na 61ª edição do festival francês (terminado neste domingo, 24) poderia torcer o pano, e dali jorraria sangue pra chuchu. Ou ao menos respingaria um clima pesadão, como o caso de The White Ribbon (”a fita branca”, em livre tradução), que passou a mão na Palma de Ouro deste ano. Do austríaco Michael Haneke (na foto) – que já havia degolado uma galinha em cena no perturbador Caché -, o filme fala sobre uma cidade alemã às vésperas da Primeira Guerra Mundial. E as tragédias, no filme, chegam mais rápido que trem-bala. De espancamento de crianças (inclusive uma com deficiência mental) à brutalidade contra mulheres. Nós aqui da Rolling Stone Brasil ainda não vimos. Mas já encomendamos o sal de frutas.

Charlotte Gainsbourg – a filhota cantora de Serge e Jane Birkin e estrela de A Ciência do Sonho, de Michel Gondry – saiu de Cannes com o prêmio de melhor atriz, por Anticristo. Para quem não se lembra, o filme de Lars Von Trier deixou a Croisette estupefata em sua primeira exibição, no dia 17 de maio. Para narrar a história de um casal que se isola no meio de uma floresta para superar a morte do filho, Trier chegou a simular cena em que Gainsbourg, par de Willem Dafoe, corta seu clitóris fora com uma tesoura. Embrulha estômago mais rápido que empacotador da seção de presentes da Wal Mart.

Quem faturou como melhor ator foi o austríaco Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios – o épico sobre a Segunda Guerra de Quentin Tarantino. Um diretor para quem violência está tão em sintonia com sua filmografia como protagonista “Helena” para as novelas de Manoel Carlos.

Como melhor diretor veio o filipino Brillante Mendonza, com Kinatay. E aí o pessoal de Cannes perdeu a cabeça de vez – e não é só maneira de falar. Entre cabeça decapitada, estupro e outros fatos chocantes, o filme ganhou vaias (muitas) e comparações (mais ainda) com Irreversível. O longa de Gaspar Noé, com Monica Bellucci e Vincent Cassel, caiu pesado quando exibido sete anos atrás no balneário francês. Basta lembrar da cena do túnel ou da cara esmagada na briga do bar.

Não nos pegaria de surpresa se o drinque mais badalado desta temporada cinéfila na Croisette tivesse sido bloody mary. Vai um sanguinho aí?

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A insustensável nerdeza do ser

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O documentário Suck My Geek quer abrir os olhos da humanidade. Só assim ela enxergará aquilo que qualquer óculos fundo-de-garrafa já vislumbra há décadas: ser nerd é tendência.

Acredite. Eles saíram do armário – no caso, do armário da escola, onde costumavam ser presos pelos valentões de praxe (quando não era dia de cabeça no vaso sanitário, claro). Com o grito de guerra “yes, we can!”, provavelmente entoado em voz de robô, ou na impostação de algum ser místico d’O Senhor dos Anéis, milhões de pessoas passaram a vestir a camisa (xadrez) da causa nerd.

O doc, com exibição nesta segunda, 25, às 21h30, no Multishow, é francês. Mas “nerd” é “nerd” em qualquer canto do planeta, falado com ou sem biquinho. Codirigido por Xavier Sayanoff e Tristan Schulmann em 2007, e inédito no Brasil, o filme vai ao ar justamente no Dia do Orgulho Nerd, criado há seis anos, na Espanha, em defesa a uma cultura que vem se espalhando com a rapidez de uma nave Star Trek – a data (e não vale fingir surpresa) coincide com a estreia do primeiro filme de outra franquia estelar, Star Wars, jogados 32 anos.

E se agora basta ser um filme da franquia X-Men para se dar bem nas bilheterias, pilhas de HQs se acumulam há décadas no quarto de jovens e adultos que aos olhos do mundo parecem encarnar um Peter Pan à moda geek.

Em Suck My Geek (melhor não tentar traduzir…), eles vêm em legiões: homens, mulheres, jovens, velhos. Sim, os velhos clichês estão lá. Do reconhecimento de Senhor dos Anéis como Bíblia suprema à identificação com Peter Parker, o desengonçado jovem que acaba se tornando o Homem-Aranha (”a grande diferença é que nós não fomos mordidos por uma aranha radioativa”, esclarece um rapaz).

Os diretores Kevin Smith, da franquia O Balconista, e Sam Raimi, de Homem-Aranha, contam sobre suas próprias comédias da vida privada. Mas, em pouco mais de 55 minutos, o documentário tenta ir além. Zarpa rumo a uma galáxia muito, muito distante… do preconceito. Nerds, defendem os diretores, não são necessariamente aqueles que vão preferir uma maratona solitária em frente ao computador a uma cervejinha com os amigos. E se eles querem encontrar o sabre de luz no fim do túnel, o problema é deles e, agora, também nosso, já que essa cultura não está mais tão reprimida assim. E que atire o primeiro mouse quem não assistiu a pelo menos um Matrix, liquidificador de paranoias nerd a respeito da realidade virtual.

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A insustensável nerdeza do ser

Música para ver

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Uma imagem vale por mil acordes? Talvez não seja para tanto. Mas pode apostar que há mais coisas entre o palco e o fã do que supõe nossa vã groupieologia. Taí o blog Posterize que não nos deixa mentir, com sua triagem super bacana dos melhores pôsteres de bandas nacionais (principalmente) e internacionais.

O recado é dado logo na primeira linha: “o Posterize não nasce como um blog sobre música, muito menos como um guia de shows”. A música, claro, está no cardápio. Como o canapé de entrada. O prato principal fica por conta do design, já que esses retângulos bonitões que servem para anunciar shows, mas não fariam feio em uma galeria de arte, “são a prova de que a linguagem musical tem um paralelo visual igualmente poderoso, que constrói a ‘marca’ tanto quanto o som”.

O projeto é tocado pelo designer Ricardo Seola – um garoto que gosta do Beatles e do Rolling Stones, e acredita no poder exercido por capas como Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, do quarteto de Liverpool, e Their Satanic Majesties Request, de Jagger e cia. Aqui você confere apenas algumas das imagens publicadas no Posterize.

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Música para ver

Muito barulho por tudo

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O baterista Josh Freese tem em seu currículo de cavalos campeões (Guns N’ Roses, Nine Inch Nails, Rob Zombie e Devo) a pangarés do pop (Kelly Clarkson a Avril Lavigne). Craque que é, ele decidiu que estava na hora de pegar nas baquetas por causa própria e lançou o segundo álbum solo, Since 1972.

Mas, do jeito que a indústria musical balança de um lado pro outro feito bêbada, você pode ser o baterista mais cotado do mundo – e mesmo assim sucumbir ao catatau de gente disposta a baixar música de graça na internet.

Freese, no entanto, sabe fazer barulho. Com ou sem baqueta. No que virou uma espécie de “Engov” artístico contra a ressacaria no mercado de álbuns, o músico lançou mão de uma jogada genial de marketing.

O batera fez a lição de casa e estendeu sacadas já postas em prática pelo Nine Inch Nails (a banda liberou parte do álbum Ghosts I-IV para download “0800″, mas também em versões deluxe, autografadas pelo líder, Trent Reznor, a R$ 300) e Kevin Kelly (um dos fundadores da revista Wired, ele bolou a teoria dos “1.000 fãs verdadeiros” – basta achá-los e o artista tem sobrevida garantida no meio).

É claro que, uma vez lançado, conseguir Since 1972 grátis na web será tão fácil quanto Amy Winehouse dizendo “fuck”, Bono exclamando “vamos salvar o mundo!” ou Courtney Love lamentando que a herança de Kurt Cobain “virou pó”.

Mas Freese não deixou barato. Quer dizer, o download do disco, além de três vídeos, até que sai por um precinho razoável – US$ 7 (R$ 15). Por US$ 15 (R$ 33), é seu o CD/DVD físico, além do download digital. Mas a coisa vai ficando divertida a partir dos US$ 50 (R$ 110), quando o consumidor leva pra casa tudo isso, camiseta temática e uma ligação de “muito obrigado” do próprio Freese.

E aí começam as edições limitadas, a partir destas aqui:

US$ 250 (R$ 546) – 25 pessoas

* Cópia autografada de CD/DVD e download digital
* Camiseta
* Baquetas autografadas
* Um almoço com Josh nos restaurantes PF Changs ou The Cheesecake Factory

US$ 500 (R$ 1.092) – 15 pessoas

* Cópia autografada de CD/DVD e download digital
* Camiseta
* Pratos da bateria e baquetas autografados
* Encontre Josh em Venice (Califórnia) e flutue com ele em um tanque que simula privação sensorial – tudo será filmado e postado no YouTube
* Um jantar no restaurante Sizzler – “coma seu bife de US$ 8,99 (R$ 20) e mande para dentro todo camarão que for capaz”

As propostas vão escalando até a bolada de US$ 75 mil (R$ 164 mil). O pacotão master, entre outros itens, dá direito a:

* Acompanhar o baterista em sua turnê por alguns dias
* EP composto por Josh, com cinco canções, sobre a história da vida do fã
* Levar para casa qualquer parte da bateria do músico (mas só vale um pedaço)
* Ter Josh em sua banda por um mês (ele avisa que tocará em shows e farreará com as groupies)
* Não tem uma banda? Ok, ele o ajudará a criar uma, em expediente de quatro dias por semana, das 10h às 16h
* Lições de trapézio com Josh e o guitarrista Robin Finck (Nine Inch Nails) – após, todos voltarão para a casa de Finck e sua esposa vai preparar uma senhora lasanha

Sim, ele está falando sério. E você encontra todas as opções neste blog.

“Outerscope Records, meu selo – sou eu, minha namorada e nossa babá, quando as crianças estão dormindo – está orgulhoso em reportar que vendemos por volta de 150 pacotes de US$ 50 e todos os 25 de US$ 250 (esses não duraram 24 horas)”. O especial de US$ 75 mil, ele garante, já recebeu propostas.

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Muito barulho por tudo